Grupo de Atelier segurou a economia
“Bom retiro é taxado há algum tempo que a fase do calçado já era Se não existe empresa não haverá também trabalhador. Comentários desabonadores em relação ao setor calçadista. Quando fechou Reifer e Dakota, ficamos desamparados. Aí chegaram os ateliers, que a duras penas conseguiu manter a economia local”. Jorge Adair de Freitas, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Calçadistas.
A realidade do calçado no município
“Hoje falta mão de obra para essas empresas. Quem foi trabalhar em outras cidades dificilmente voltará, pois é da natureza da pessoa. Por mês, 1,2 milhões mil/mês são injetados por essas empresas. Hoje são 1300 trabalhadores no setor de forma direta. O setor calçadista dá sustento a 80% do comércio local. Os ateliers têm uma folha mensal de R$ 500 mil/mês na economia local. Se der um colapso no calçado, viraremos uma cidade dormitório. Lutamos por uma causa justa e quando se tratar desse setor, que as autoridades deem uma atenção especial”.
Saúde e educação
Segundo Freitas, 57% da arrecadação do sindicato vão para a área da saúde do trabalhador calçadista e outro percentual na educação. Os calçadistas têm dois motivos para estar com a porta aberta, por serem teimosos e por se preocuparem com a sociedade. “Existe mão de obra igual à de Bom Retiro, mas melhor não há e ela só será valorizada se nossos empresários tiverem a atenção que merecem das autoridades”. Isso foi um desabafo do sindicalista por comentários na cidade de que a era do calçado já havia passado.
Falta infraestrutura
O vereador Eder Cíceri alerta o poder público para cobrar dos loteadores para que façam a infraestrutura na área, para se evitar problemas futuros, como esses alagamentos, que são um exemplo de obra mal fiscalizada. Concordo com o vereador, há loteamentos em que o loteador não cumpriu com sua obrigação e o município teve que regularizar depois na questão de infraestrutura e esgoto é uma das principais bombas deixadas por especulações imobiliárias.
Placas indicativas
Bom Retiro está inserido nas localidades de difícil localização dos principais pontos, pois praticamente inexiste indicação. Nesse sentido o vereador Airton Giacomini solicitou placa indicativa de acesso ao hospital para ambulâncias que vêm de fora, quando há acidentes na BR 386. A direção de trânsito, aliás, está atuando com atenção, mas há muito que fazer e certamente deve haver atendimento desse pedido que facilita o deslocamento.
Reflita:
Um bom administrador se conhece pelo que ele faz e não pelo que fala.
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