Sunday, September 15, 2013

Médicos cubanos chegam ao Rio Grande do Sul



Os primeiros seis médicos cubanos importados pelo Ministério da Saúde para atuar em cidades gaúchas desembarcaram neste final de semana em Porto Alegre.

Dois deles chegaram sábado. Os outros quatro vieram ontem. Conforme informações repassadas pelo Ministério, os profissionais caribenhos devem ser encaminhados para trabalhar em Caraá, Estância Velha, Charqueadas, Terra de Areia, Sapucaia do Sul e Araricá.

Os seis cubanos passaram as últimas três semanas submetidos a treinamento em Brasília. Receberam noções básicas de cultura brasileira e tiveram acesso a informações sobre o SUS. Nesta semana, eles reúnem-se a outros 42 médicos formados fora do país e que fizeram seu curso preparatório em Porto Alegre, a partir do final de agosto.

Segundo o secretário-adjunto de Saúde do Rio Grande do Sul, Elemar Sand, os 48 profissionais devem passar ainda esta semana recebendo orientações na Escola de Saúde Pública, ligada ao governo do Estado, na Capital.

— Eles vão ser integrados à situação da atenção básica no Estado e aos programas da secretaria, para terem noção do trabalho que é desenvolvido — disse Sand.

Segundo o secretário-adjunto, a previsão é de que na semana que vem os médicos apresentem-se aos municípios de destino e assumam suas funções. Entre os 42 que já estavam em treinamento na Escola de Saúde Pública, há profissionais da Arábia Saudita, da Argentina, de Honduras, da Palestina, de Portugal, da Rússia, da Ucrânia e de Portugal. Os cubanos serão remetidos para municípios para os quais nenhum outro profissional participante do Mais Médicos tenha se inscrito. Dezenove cidades gaúchas estavam habilitadas, mas o Ministério da Saúde não conseguiu preencher todas as vagas nesta etapa. O governo anunciou que o programa terá novas fases, até que as posições em aberto estejam ocupadas.

Os participantes do Mais Médicos receberão do governo federal uma remuneração de R$ 10 mil por mês. Os cubanos, no entanto, ficarão com apenas R$ 4 mil. Os outros R$ 6 mil vão para os cofres do governo de Cuba.

Para as prefeituras que acolherão os profissionais do Mais Médicos, o custo é até seis vezes menor do que se fizessem a contratação pelo modelo tradicional. No programa federal, os municípios respondem apenas por alojamento, transporte e alimentação.

O presidente do Cremers, Rogério Wolff de Aguiar, afirma que a assessoria jurídica do conselho avaliou a Medida Provisória que instituiu o Mais Médicos e concluiu que faltavam informações na documentação expedida pelo ministério. Um expediente foi encaminhado, solicitando dados adicionais.

— Estamos com tudo pronto, mas não chegou nenhuma resposta ao nosso pedido. As informações solicitadas são importantes para concluir o processo — diz Aguiar.

Depois dos oito primeiros pedidos, mais 32 foram protocolados no Cremers. A entidade afirma que os profissionais precisam do registro provisório para começar a trabalhar. O ministério confirma que recebeu a solicitação do conselho e diz que as informações pedidas pelo Cremers não estão previstas na MP.

As cidades que vão receber os seis médicos cubanos recém-chegados ao Estado:
Araricá
Caraá
Charqueadas
Estância Velha
Sapucaia do Sul
Terra de Areia
Zero Hora

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